artigo-entrevista2020

É a fase do ano em que mais se fazem balanços e se perspetivam novos caminhos. Juntámos os administradores da Nucase para falar do passado, das diferenças em relação ao presente e sobretudo do que se espera para os próximos anos. Novos desafios e oportunidades, a aposta na inovação digital, a criação de dois novos serviços e a meta de atingir uma nova certificação são alguns dos passos que a empresa dará em 2020.

Qual o balanço que faz do ano de 2019 e das comemorações do 41º aniversário da empresa?
António Nunes (AN) – O balanço é positivo e está em linha com o tínhamos previsto. Isto é, iniciámos um novo ciclo, apoiados pela motivação e confiança dos nossos clientes, parceiros e colaboradores. É gratificante atingir 41 anos de existência com a maturidade, juventude, espírito humanista e inovador que nos projeta para um futuro promissor.

A empresa está a entrar numa fase de mudança em que o passado teve a sua importância e contribuiu para a Nucase de hoje mas considera que é importante ter uma visão de futuro?
Tiago Nunes (TN) – Vivemos numa fase de mudança, em que o histórico do nosso passado serve de referência pela capacidade de resiliência que permitiu sobreviver a várias vicissitudes e mudanças no paradigma político, económico, social, legislativo e tecnológico. Vivemos e ultrapassámos momentos difíceis onde sempre tivemos o apoio e confiança dos nossos clientes, colaboradores e parceiros, que confiaram em nós e nos motivaram para continuar o projeto em que a maior parte se revia e acreditava. A nossa visão para o futuro é consistente com o nosso histórico. Estamos, como sempre estivemos, preparados e disponíveis para investir na inovação permanente utilizando os meios tecnológicos e humanos mais ajustados aos tempos da era digital e dos serviços de valor acrescentado para mantermos firme a nossa missão e futuro.

Que projetos estão previstos para o próximo ano? Vai ser um ano de mudança?
TN – Claro, as novas tecnologias de informação e comunicação, dominadas pela digitalização e inteligência artificial são os principais alvos de investimento que nos irão permitir automatizar uma boa parte do processo operativo, por um lado, e por outro, fiabilizar o tratamento e controlo da informação produzida, para o qual é necessário deslocalizar recursos técnicos para a área dos serviços de valor acrescentado.

O que levou à criação do Portal RH e da Nucase Consulting? Eram necessidades sentidas pelos clientes?
Jorge Cadeireiro (JC) – O Portal RH é um dos importantes projetos que vamos lançar no início do ano de 2020. As necessidades dos nossos clientes no que se refere à gestão dos seus recursos humanos não se ficam pelo mero processamento de salários e entrega das respetivas declarações fiscais e de segurança social. Uma das grandes preocupações das entidades empregadoras, hoje em dia, é conseguir gerir e controlar de forma eficaz os seus recursos humanos, em termos das obrigações legais e contratuais, tais como, a gestão da formação, gestão de carreiras, gestão do absentismo, avaliação de desempenho, gestão de férias, saúde e higiene no trabalho, entre outros, através de uma plataforma simples e fiável que interage entre a empresa, colaboradores e a Nucase.
Por seu lado, a Nucase Consulting, surge para dar resposta às diversas especializações do mundo empresarial. A nossa experiência e conhecimento do mercado e das empresas, as crescentes exigências e tendências do desenvolvimento económico e social, a modernização e eficácia da Administração Pública, levou-nos a direcionar um conjunto de recursos experientes para se concentrarem por especialidades na consultoria e assessoria nas diversas áreas de apoio às empresas e empresários de forma a contribuir para o seu desenvolvimento e sucesso. Entre outras, destacamos a consultoria fiscal, a consultoria de gestão, a consultoria laboral, a consultoria de RH, a consultoria em sistemas de informação e também a consultoria especializada em diversas vertentes, incluindo projetos de investimento, planos de negócio, reestruturação de empresas, seguros, etc. A Nucase, de forma direta ou através de parcerias especializadas, ficará assim em condições de prestar serviços de alto valor acrescentado aos seus clientes e colocar-se numa posição de conselheira e parceira para o desenvolvimento e sucesso das empresas e negócios.

Como perspetiva o ano de 2020 e como tem sentido o mercado ao longo dos últimos desde o boom da conjuntura económica? Denota-se recuperação e um maior investimento por parte das empresas?
AN – Sim, existe uma evolução positiva e de maior confiança perante a atual conjuntura económica, o que se tem traduzido num maior investimento em alguns setores da economia, dos quais se destacam, as atividades ligadas ao turismo e ao imobiliário. Pensamos, no entanto, que esta fase positiva não está a ser devidamente aproveitada para reorganizar e desenvolver a economia estrutural, mas apenas, e só, a economia conjuntural. Claro que a Banca continua a não confiar na pequena e média economia e, por essa razão, os financiamentos continuam escassos e quase inacessíveis.

Como está a decorrer a transição tecnológica que foi referida na última entrevista como forma de modernizar processos, maximizar recursos e acompanhar os novos tempos?
AN – A transição tecnológica está a decorrer como planeado. Sabemos que as pessoas, por vezes, resistem à mudança, mas depois de perceberem os objetivos e benefícios, acabam por assimilar e colaborar.
Digamos que o nosso principal desafio está centralizado nos clientes que são mais resistentes à mudança e que ainda não assimilaram culturalmente as alterações a que todos estamos a assistir a uma velocidade imparável. O contabilista está no meio de uma encruzilhada. Por um lado, tem os clientes que pagam os seus honorários, nem sempre justos, face à quantidade de horas consumidas, conhecimento exigido, responsabilidade e risco associado e que, por sua vez, são muito pouco colaborantes na disponibilização da documentação e outras informações necessárias ao processo contabilístico e fiscal, de forma completa e atempada. É frequente sermos confrontados com clientes que nos dizem “mas ainda faltam dois dias para o termo do prazo”. É bom saber que os contabilistas são responsáveis por um grupo de empresas que varia consoante a sua dimensão e complexidade, têm um planeamento para executar o trabalho distribuído por 22 dias úteis (média), e por vezes, têm dois ou três dias para executar tarefas de responsabilidade relacionadas com a Autoridade Tributária, onde a pressão aumenta significativamente e, por sua vez, aumenta também o inevitável grau de erro.
Por outro lado, a falta de conhecimento, acompanhamento ou sensibilidade para as alterações e exigências legais feitas às empresas são endossadas aos contabilistas que têm que responder com o rigor imparável e impercetível na defesa do cliente e da lei.
Todos temos assistido à modernização da Administração Fiscal e da Segurança Social que têm tido uma evolução tecnológica altamente sofisticada e robusta que controla todas as operações económicas e não permite falhas [que a existirem são fortemente penalizadas]. A cultura empresarial não acompanhou a modernidade e a eficácia da Administração Pública e o contabilista tem o difícil papel de satisfazer ambas as partes.

Em relação ao processo de certificação da Norma ISO 27001, que benefícios trará para os vossos clientes e para a própria Nucase? Quando estará implementada?
Sónia Nunes (SN) – A certificação ISO 27001 visa garantir a segurança da informação que nos é confiada em termos pessoais e empresariais e que está a ser exigida essencialmente pelas médias e grandes empresas nacionais e internacionais. Para os clientes, é uma garantia da segurança e confiança dos dados que nos confiam. Para a Nucase, é uma forma de credibilização da sua capacidade técnica e de idoneidade. Pensamos conseguir esta certificação até finais do ano 2020.

Quais os desafios atuais no setor da actividade da Nucase e que diferenças encontra em relação às quatro décadas de existência?
SN – Os desafios e as diferenças são imensos. As tecnologias de informação e de comunicação, as competências técnicas, a quantidade e complexidade legislativa, a eficácia do sistema fiscal e segurança social, as necessidades das empresas terem informação contabilística, financeira e fiscal, fiável e atempada para o seu desenvolvimento contínuo. Os elevados investimentos em tecnologias, nas pessoas e a retenção de talentos são também alguns dos desafios que temos que enfrentar e ultrapassar.

Que mensagem de final de ano e começo do próximo dariam aos clientes?
JC – A principal mensagem, consiste no pedido de colaboração e compreensão dos nossos clientes para com a Nucase e os seus colaboradores. A nossa missão é ajudar os nossos clientes no cumprimento das suas obrigações legais e na produção da informação contabilística como principal instrumento de apoio à gestão e tomada de decisão.
O contabilista é um amigo, um parceiro e um conselheiro, que está disponível para ajudar os seus clientes qualquer que seja a sua atividade ou dimensão. O sucesso empresarial depende da sua organização e do planeamento, em termos de negócio, do orçamento económico e planeamento financeiro, mas também, em termos da visão e enquadramento no mercado e perante a concorrência.

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